Backup
Modelo de Responsabilidade Compartilhada: Quem é responsável pelos dados?
28 de julho, 2026
Por: Walter Nalim
Modelo de responsabilidade compartilhada é um dos conceitos mais importantes da computação em nuvem e, ao mesmo tempo, um dos mais mal compreendidos pelas empresas. Ainda é comum acreditar que, ao contratar um serviço SaaS ou migrar dados para a nuvem, toda a responsabilidade pela proteção das informações passa automaticamente para o provedor.
Na prática, isso não acontece.
Embora fornecedores como Microsoft, Google, Salesforce e outros sejam responsáveis pela segurança da infraestrutura que mantém seus serviços funcionando, a proteção dos dados armazenados nessas plataformas continua sendo, em grande parte, responsabilidade da própria organização.
Essa divisão de responsabilidades influencia diretamente a segurança das informações, a continuidade das operações e a capacidade de recuperar dados após incidentes como exclusões acidentais, ataques cibernéticos ou erros humanos.
Por isso, além de adotar controles de acesso e políticas de segurança, as empresas também precisam manter uma estratégia de backup para garantir que seus dados possam ser recuperados sempre que necessário.
Neste artigo, você entenderá como funciona o modelo de responsabilidade compartilhada, quais responsabilidades pertencem ao provedor de nuvem, quais continuam sendo da empresa e por que esse conceito é essencial para proteger aplicações SaaS.
Por que existe o modelo de responsabilidade compartilhada?
Quando os primeiros serviços em nuvem ganharam espaço, muitas organizações acreditavam que migrar seus sistemas significava transferir toda a responsabilidade pela segurança para o fornecedor da plataforma.
Esse entendimento gerou uma falsa sensação de proteção.
Para esclarecer quais obrigações pertencem a cada parte, surgiu o modelo de responsabilidade compartilhada. Ele estabelece que tanto o provedor quanto o cliente possuem responsabilidades distintas para garantir a segurança e a disponibilidade dos serviços.
Enquanto o fornecedor protege a infraestrutura da nuvem, a empresa continua responsável pela forma como utiliza esse ambiente e pelos dados armazenados nele.
O que é responsabilidade do provedor de nuvem?
Os provedores são responsáveis pela segurança da infraestrutura que suporta seus serviços. Isso inclui elementos como:
- Data centers
- Servidores físicos
- Equipamentos de rede
- Infraestrutura de armazenamento
- Disponibilidade da plataforma
- Atualizações da infraestrutura
- Proteção física dos ambientes
Esses controles garantem que a plataforma permaneça disponível e protegida contra falhas relacionadas ao ambiente do fornecedor.

O que continua sendo responsabilidade da empresa?
Mesmo utilizando aplicações em nuvem, diversas atividades permanecem sob responsabilidade da organização. Entre elas estão:
- Gestão dos usuários
- Controle de acessos
- Configuração das permissões
- Proteção das credenciais
- Classificação das informações
- Conformidade com normas e regulamentações
- Backup e recuperação dos dados
- Treinamento dos colaboradores
É justamente nesse ponto que muitas empresas descobrem que o provedor não é responsável por restaurar informações excluídas ou manter cópias de segurança de acordo com suas necessidades.
Como o modelo de responsabilidade compartilhada funciona na prática?
Entender a teoria é importante, mas é no dia a dia que o modelo de responsabilidade compartilhada faz diferença.
Imagine que um colaborador exclua uma pasta importante do Microsoft 365 por engano. A plataforma continua disponível, os servidores da Microsoft continuam funcionando normalmente e não houve nenhuma falha na infraestrutura.
Nesse caso, o provedor cumpriu sua responsabilidade.
Já a recuperação das informações dependerá das políticas de retenção configuradas pela empresa e da existência de uma estratégia de backup.
O mesmo acontece em outras situações, como:
- Um usuário remove e-mails importantes
- Um administrador altera permissões incorretamente
- Arquivos são criptografados por um ataque de ransomware
- Dados são excluídos por um colaborador desligado da empresa
- Informações precisam ser recuperadas para auditorias ou requisitos legais
Esses cenários demonstram que manter a infraestrutura segura não significa garantir a disponibilidade permanente dos dados.
Quais são os riscos de interpretar esse modelo de forma incorreta?
Quando uma empresa acredita que toda a responsabilidade pela proteção das informações pertence ao provedor da nuvem, algumas lacunas de segurança podem surgir. Entre as mais comuns estão:
- Ausência de uma estratégia de backup
- Excesso de permissões para usuários
- Falta de políticas de retenção
- Pouco controle sobre acessos administrativos
- Baixo monitoramento das atividades dos usuários
- Dificuldade para recuperar informações excluídas
- Maior exposição a incidentes de segurança
Esses fatores podem aumentar significativamente os impactos de falhas operacionais e ataques cibernéticos.

Por que o backup faz parte da responsabilidade da empresa?
O backup é um dos melhores exemplos de como funciona o modelo de responsabilidade compartilhada.
Embora os provedores de aplicações SaaS garantam a disponibilidade do serviço, isso não significa que eles armazenem cópias independentes dos dados conforme as necessidades de cada organização.
Por esse motivo, a empresa continua responsável por definir sua estratégia de proteção e recuperação das informações.
Uma solução de backup permite:
- Criar cópias automatizadas dos dados
- Restaurar arquivos excluídos
- Recuperar informações após ataques cibernéticos
- Atender políticas de retenção
- Reduzir o tempo de indisponibilidade
- Fortalecer a continuidade das operações
Ao adotar uma estratégia independente de backup, a organização reduz sua dependência dos mecanismos nativos das plataformas e aumenta sua capacidade de resposta diante de incidentes.
Como o Keepit ajuda empresas que utilizam aplicações SaaS?
O Keepit foi desenvolvido justamente para complementar o modelo de responsabilidade compartilhada.
A plataforma protege dados armazenados em aplicações SaaS por meio de uma infraestrutura independente, permitindo que as empresas recuperem suas informações mesmo diante de exclusões acidentais, ataques cibernéticos ou falhas operacionais.
Entre os principais recursos estão:
- Armazenamento independente
- Proteção fora da infraestrutura do fornecedor
- Recuperação de dados
- Autonomia da empresa
Com essa abordagem, as organizações fortalecem sua estratégia de proteção de dados e reduzem os riscos associados à perda de informações críticas.

Conclusão
O modelo de responsabilidade compartilhada deixa claro que migrar para a nuvem não significa transferir integralmente a responsabilidade pela proteção dos dados ao provedor do serviço.
Enquanto o fornecedor garante a segurança da infraestrutura, cabe à empresa gerenciar acessos, definir políticas de retenção, proteger as credenciais e garantir que as informações possam ser recuperadas quando necessário.
Ao compreender essa divisão de responsabilidades e investir em soluções complementares, como o Keepit, as organizações aumentam sua resiliência, reduzem riscos operacionais e fortalecem sua estratégia de proteção de dados em ambientes SaaS.
FAQ
Perguntas frequentes sobre o modelo de responsabilidade compartilhada:
O modelo de responsabilidade compartilhada se aplica apenas a aplicações SaaS?
Não. O conceito também é utilizado em ambientes de Infraestrutura como Serviço (IaaS) e Plataforma como Serviço (PaaS). O que muda é a divisão das responsabilidades entre o provedor e o cliente, conforme o modelo de serviço contratado.
O provedor de nuvem é responsável por recuperar arquivos excluídos?
Depende dos recursos oferecidos pela plataforma e das políticas de retenção disponíveis. No entanto, a responsabilidade por definir uma estratégia de recuperação de dados continua sendo da empresa.
O modelo de responsabilidade compartilhada ajuda no cumprimento da LGPD?
Sim. Entender quais responsabilidades pertencem à organização é fundamental para implementar controles adequados de proteção, retenção e recuperação de dados pessoais, contribuindo para a conformidade com a legislação.
Como saber quais responsabilidades pertencem à minha empresa?
Cada provedor publica sua própria matriz de responsabilidade compartilhada. Além disso, é importante avaliar contratos, políticas de retenção e requisitos regulatórios para identificar quais controles devem ser implementados internamente.
O backup faz parte do modelo de responsabilidade compartilhada?
Sim. Em aplicações SaaS, a proteção e a recuperação dos dados normalmente permanecem sob responsabilidade da organização. Por isso, manter uma solução de backup independente é uma prática recomendada para reduzir riscos de perda de informações.
O Keepit foi desenvolvido para atender ao modelo de responsabilidade compartilhada?
Sim. O Keepit complementa a proteção oferecida pelos provedores de aplicações SaaS ao criar cópias independentes dos dados, permitindo sua recuperação rápida sempre que necessário.
Onde contratar o Keepit no Brasil?
Empresas brasileiras podem contratar o Keepit por meio da BRINOV, representante oficial da solução no país. Além de fornecer o acesso à plataforma, a Brinov oferece consultoria especializada para identificar as necessidades de backup da organização, realizar a implementação e prestar suporte durante toda a utilização da solução.
Autor
Walter Nalim
Walter Nalim é CEO da Brinov, com mais de 20 anos de experiência em tecnologia. Atuou por 6 anos na maior multinacional de datacenters do mundo e construiu sólida trajetória em infraestrutura, cloud, SaaS, cibersegurança e inteligência artificial. Possui certificações Microsoft, PMP e PRINCE2 Practitioner, liderando atualmente a estratégia de crescimento e transformação organizacional da Brinov.
Autor
Walter Nalim
Walter Nalim é CEO da Brinov, com mais de 20 anos de experiência em tecnologia. Atuou por 6 anos na maior multinacional de datacenters do mundo e construiu sólida trajetória em infraestrutura, cloud, SaaS, cibersegurança e inteligência artificial. Possui certificações Microsoft, PMP e PRINCE2 Practitioner, liderando atualmente a estratégia de crescimento e transformação organizacional da Brinov.