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Ransomware as a Service: Por que essa ameaça cresce a cada ano
17 de junho, 2026
Por: Walter Nalim
Ransomware as a Service (RaaS) é um modelo de negócio do cibercrime que permite que qualquer pessoa realize ataques ransomware utilizando ferramentas prontas, mesmo sem conhecimentos avançados em segurança da informação.
Como consequência, organizações dos mais diversos segmentos passaram a enfrentar um cenário de risco muito maior. Ataques que antes eram direcionados apenas a grandes corporações agora também atingem pequenas e médias empresas, instituições financeiras, órgãos públicos e organizações que utilizam ambientes SaaS.
Nesse contexto, investir em uma estratégia de backup e continuidade operacional tornou-se uma das principais formas de reduzir os impactos causados por esse tipo de ameaça.
Neste artigo, você entenderá o que é Ransomware as a Service, como esse modelo funciona, quais são seus principais riscos e quais práticas ajudam empresas a reduzir os impactos de um ataque.
O que é Ransomware as a Service?
Ransomware as a Service, também conhecido pela sigla RaaS, é um modelo de operação utilizado por grupos criminosos para comercializar ataques ransomware.
Em vez de desenvolver um malware e realizar os ataques diretamente, os criadores da plataforma disponibilizam toda a infraestrutura para terceiros, chamados de afiliados.
Esses afiliados recebem acesso às ferramentas necessárias para executar os ataques, enquanto os desenvolvedores ficam responsáveis pela manutenção do sistema, atualizações, suporte técnico e até negociação dos pagamentos.
Em troca, parte do valor obtido com os resgates é repassada aos operadores da plataforma. Esse modelo tornou os ataques muito mais acessíveis e ampliou significativamente o número de grupos atuando no cenário mundial.
Como funciona o Ransomware as a Service?
O funcionamento do RaaS é semelhante ao modelo utilizado por diversos serviços de assinatura encontrados no mercado de tecnologia.
Os desenvolvedores criam a plataforma, disponibilizam painéis administrativos, infraestrutura para distribuição do malware e ferramentas de gerenciamento dos ataques.
Os afiliados ficam responsáveis por escolher as vítimas, explorar vulnerabilidades e executar a infecção dos ambientes.
Na maioria dos casos, o processo ocorre em etapas:
- Identificação das vulnerabilidades da empresa
- Invasão do ambiente corporativo
- Escalada de privilégios
- Movimentação lateral entre sistemas
- Roubo de informações sensíveis
- Criptografia dos arquivos
- Exigência de pagamento do resgate
Em muitos ataques atuais, os criminosos não apenas criptografam os dados, mas também copiam informações confidenciais antes da criptografia, aumentando a pressão para que a vítima realize o pagamento.
Essa prática ficou conhecida como dupla extorsão e tornou os ataques ainda mais prejudiciais para as empresas.

Por que o Ransomware as a Service cresceu tanto?
Existem diversos fatores que explicam o crescimento desse modelo criminoso. O principal deles é a facilidade de acesso às ferramentas de ataque.
Hoje, um criminoso não precisa desenvolver seu próprio ransomware para iniciar uma campanha maliciosa.
Basta contratar uma plataforma RaaS disponível em fóruns clandestinos e utilizar a infraestrutura já existente. Além disso, muitos grupos oferecem:
Painéis administrativos
- Suporte técnico
- Atualizações automáticas
- Ferramentas para negociação dos resgates
- Modelos prontos de campanhas
- Documentação de uso
Esse nível de profissionalização fez com que o ransomware se transformasse em um verdadeiro modelo de negócios ilegal, aumentando significativamente a quantidade de ataques registrados nos últimos anos.
Quais empresas são mais afetadas?
Ao contrário do que acontecia há alguns anos, atualmente praticamente qualquer organização pode se tornar alvo de ataques ransomware. Entre os segmentos mais afetados estão:
- Instituições financeiras
- Fintechs
- Empresas de tecnologia
- Hospitais
- Indústrias
- Órgãos públicos
- Escritórios de advocacia
- Empresas que utilizam Microsoft 365, Google Workspace e outras aplicações SaaS.
Quanto maior a dependência dos dados para manter a operação funcionando, maior tende a ser o impacto causado por um ataque.
Além disso, organizações que não possuem uma estratégia estruturada de backup normalmente enfrentam períodos mais longos de indisponibilidade.
Quais são os impactos do Ransomware as a Service para as empresas?
Os prejuízos causados pelo Ransomware as a Service vão muito além da indisponibilidade dos arquivos. Dependendo do tipo de ataque, uma organização pode levar dias ou até semanas para restabelecer completamente suas operações.
Entre os principais impactos estão:
- Paralisação das atividades
- Perda de produtividade
- Vazamento de informações confidenciais
- Prejuízos financeiros
- Danos à reputação da empresa
- Descumprimento de requisitos regulatórios
- Custos relacionados à recuperação dos sistemas
Em muitos casos, mesmo quando os dados são restaurados, a empresa ainda precisa revisar permissões, validar sistemas, recuperar integrações e reorganizar processos interrompidos durante o incidente.
Como proteger sua empresa contra o Ransomware as a Service?
Embora não exista uma solução capaz de eliminar totalmente os riscos, diversas práticas reduzem significativamente a probabilidade de sucesso desse tipo de ataque.
Mantenha backups atualizados
Uma estratégia consistente de backup é uma das medidas mais importantes para reduzir os impactos causados pelo ransomware.
Além de realizar cópias frequentes, é fundamental que elas permaneçam armazenadas em uma infraestrutura independente e sejam testadas regularmente para garantir que possam ser restauradas quando necessário.
Utilize backups imutáveis
Os grupos de ransomware as a service normalmente tentam localizar e excluir os backups antes de criptografar os dados da empresa.
Os backups imutáveis impedem alterações nas cópias de segurança durante o período de retenção, dificultando esse tipo de ataque e aumentando a capacidade de recuperação da organização.
Atualize sistemas e aplicações
Grande parte dos ataques explora vulnerabilidades já conhecidas pelos fabricantes. Manter sistemas operacionais, aplicações e softwares sempre atualizados reduz significativamente as oportunidades de exploração por criminosos.
Controle acessos privilegiados
Usuários com privilégios administrativos representam um dos principais alvos dos invasores. Implementar autenticação multifator, revisar permissões regularmente e aplicar o princípio do menor privilégio são medidas importantes para reduzir riscos.
Capacite os colaboradores
Ataques de phishing continuam sendo uma das principais portas de entrada para campanhas de ransomware. Treinamentos periódicos ajudam colaboradores a identificar e-mails suspeitos, links maliciosos e outras tentativas de engenharia social.

Qual é o papel do backup na recuperação após um ataque?
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas empresas após um ataque ransomware é conseguir recuperar rapidamente suas operações.
Quando não existe uma estratégia adequada de backup, a organização pode enfrentar longos períodos de indisponibilidade, perda definitiva de dados e elevados custos de recuperação.
Já empresas que realizam backups automatizados, utilizam armazenamento independente e validam regularmente seus processos de restauração conseguem responder muito mais rapidamente aos incidentes.
Vale lembrar que recuperar os arquivos não significa recuperar imediatamente toda a operação da empresa.
Além dos dados, normalmente é necessário revisar acessos, validar sistemas, corrigir vulnerabilidades e reorganizar processos internos antes da retomada completa das atividades.
Como o Keepit ajuda na proteção contra Ransomware as a Service?
O Keepit foi desenvolvido para oferecer uma camada adicional de proteção para ambientes SaaS corporativos, reduzindo riscos relacionados à perda de dados e fortalecendo a capacidade de recuperação após incidentes de segurança.
Entre os principais recursos da solução estão:
- Backup automatizado
- Infraestrutura independente
- Armazenamento imutável
- Recuperação granular
- Retenção segura
- Restauração rápida
- Proteção contra exclusões maliciosas
Esses recursos ajudam empresas a reduzir impactos operacionais e recuperar informações críticas com muito mais rapidez.
Conclusão
O Ransomware as a Service transformou o ransomware em um modelo de negócio altamente organizado, ampliando significativamente o número de ataques registrados em todo o mundo.
Diante desse cenário, investir apenas em soluções de prevenção já não é suficiente. As empresas também precisam estar preparadas para recuperar rapidamente seus dados e retomar suas operações caso um incidente aconteça.
Uma estratégia baseada em backups automatizados, armazenamento independente, boas práticas de segurança e planos de continuidade operacional reduz significativamente os impactos causados por esse tipo de ameaça.
Com soluções especializadas como o Keepit, as organizações fortalecem sua resiliência digital e aumentam sua capacidade de resposta diante dos desafios atuais da segurança da informação.
FAQ
Perguntas frequentes sobre Ransomware as a Service:
Como acontece um ataque de Ransomware as a Service?
Na maioria dos casos, os criminosos exploram e-mails de phishing, senhas comprometidas, vulnerabilidades em sistemas ou acessos remotos mal protegidos. Após invadir o ambiente, eles criptografam os dados e, muitas vezes, tentam localizar e comprometer os backups antes de exigir o pagamento do resgate.
Toda empresa pode ser vítima de RaaS?
Sim. Empresas de todos os portes e segmentos podem ser atacadas. Organizações que armazenam informações críticas ou dependem de sistemas digitais para manter suas operações costumam ser os principais alvos dos grupos de ransomware.
O backup impede um ataque ransomware?
Não. O backup não impede que o ataque aconteça, mas reduz significativamente seus impactos ao permitir a recuperação dos dados sem depender exclusivamente do pagamento do resgate.
O backup imutável ajuda contra Ransomware as a Service?
Sim. Os backups imutáveis permanecem protegidos contra alterações ou exclusões durante o período de retenção. Isso dificulta que os criminosos comprometam as cópias de segurança, aumentando as chances de recuperação após um incidente.
Como reduzir o risco de sofrer um ataque ransomware?
Uma estratégia eficiente combina diferentes medidas de segurança, como autenticação multifator (MFA), atualização constante dos sistemas, treinamento dos colaboradores, monitoramento dos ambientes, controle de acessos privilegiados e backups automatizados armazenados em infraestrutura independente.
Vale a pena pagar o resgate?
Não existe garantia de que os criminosos devolverão o acesso aos dados após o pagamento. Além disso, o pagamento pode incentivar novos ataques. O mais recomendado é investir em prevenção, backups confiáveis e um plano estruturado de recuperação de desastres.
O Keepit oferece proteção contra ransomware?
Sim. O Keepit oferece recursos como backups automatizados, armazenamento independente, retenção segura e backups imutáveis, fortalecendo a proteção dos ambientes SaaS e aumentando a capacidade de recuperação das empresas diante de ataques cibernéticos.
Onde contratar o Keepit no Brasil?
Empresas brasileiras podem contratar o Keepit por meio da BRINOV, representante oficial da solução no país. Além do licenciamento da plataforma, a Brinov oferece consultoria especializada, implantação, treinamento e suporte técnico para ajudar organizações a fortalecer sua estratégia de backup, recuperação de dados e continuidade dos negócios.
Autor
Walter Nalim
Walter Nalim é CEO da Brinov, com mais de 20 anos de experiência em tecnologia. Atuou por 6 anos na maior multinacional de datacenters do mundo e construiu sólida trajetória em infraestrutura, cloud, SaaS, cibersegurança e inteligência artificial. Possui certificações Microsoft, PMP e PRINCE2 Practitioner, liderando atualmente a estratégia de crescimento e transformação organizacional da Brinov.
Autor
Walter Nalim
Walter Nalim é CEO da Brinov, com mais de 20 anos de experiência em tecnologia. Atuou por 6 anos na maior multinacional de datacenters do mundo e construiu sólida trajetória em infraestrutura, cloud, SaaS, cibersegurança e inteligência artificial. Possui certificações Microsoft, PMP e PRINCE2 Practitioner, liderando atualmente a estratégia de crescimento e transformação organizacional da Brinov.